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Especialistas divulgam dados de pesquisa sobre envelhecimento de cães

25 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 25 ABR 2019 - 15H42

O zootecnista e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, foi convidado pela professora Eniko Kubinyi, cientista conceituada e integrante da equipe de pesquisadores liderada pelo Professor Adam Miklósi, da Eötvös Loránd University (Hungria), a auxiliar na coleta de dados para um estudo sobre o envelhecimento de cães. Essa equipe é considerada referência nos estudos sobre comportamento canino.

Para dar andamento ao projeto, Rossi divulgou, em agosto do ano passado, em suas mídias sociais, um questionário eletrônico, com diversas perguntas como: “em sua opinião, seu cão é idoso?” e “seu cão tem problemas de audição e visão?”. O objetivo era desvendar o que eles entendem sobre o envelhecimento de cães no Brasil. Mais de 4.441 pessoas participaram.

“A importância de podermos colaborar de forma tão expressiva para essa pesquisa é muito grande, pois é um grupo de pesquisadores que tem a Eniko na linha de frente, com um peso enorme na área de comportamento animal. Eles fazem muitas publicações sobre o assunto com legitimidade e isso é muito importante para nós”, conta Rossi.

Resultados. “Conseguimos levantar muitas informações interessantes para a equipe da Hungria, entre elas, que 90% dos tutores brasileiros de cães de grande porte consideram o pet idoso a partir dos 10 anos. Esse é apenas um pedaço dessa pesquisa tão grande, que ainda está em seu início”, explica o especialista.

Além disso, as respostas ao questionário mostram mais sobre como os tutores percebem os sintomas da Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, conhecida como o Alzheimer canino, sendo que os cães começam a apresentar o problema por volta dos oito anos, dependendo do porte do pet.

O Alzheimer canino é uma doença degenerativa que afeta cães idosos. Essa disfunção pode ser caracterizada por meio de alguns sintomas, como desorientação espacial, mudanças no ciclo do sono (acordar e dormir), problemas de eliminação, mudanças no comportamento social, problemas de memória e dificuldades de aprendizagem. 

Fonte: Cães & Gatos