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Saiba como proteger os animais contra o frio

10 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 10 ABR 2019 - 11H01

Está certo que ainda estamos convivendo com temperaturas altas, em pleno outono. Mas logo o inverno vem aí e os pets precisam estar bem aquecidos nos dias frios. Uma caminhada quente em lugar abrigado, longe da umidade, e alimentação correta ajudam a manter o animal sadio. “Pet molhado e tremendo de frio é doença na certa! Saudável e bem alimentado, ele consegue regular melhor sua temperatura interna”, explica a médica-veterinária Karina D’Elia Albuquerque, da Universidade Univeritas/UNG.

A seguir, ela e Luana Sartori, veterinária da Nutrire, dão dicas para manter o pet quentinho nos dias mais frios.

Cuidados
Segundo Karina, não são todos os pets que estão adaptados ao inverno. Raças que apresentam o subpelo mais proeminente, por exemplo, husky siberiano e São Bernardo, acabam se adaptando melhor à época fria. As raças de pelame curto, em geral, necessitam de roupas para proteção.

Ambiente
As temperaturas baixas afetam menos os animais que vivem dentro de casa, pois uma casinha já é suficiente para que não passem frio. Porém, para os que ficam boa ou toda parte do tempo do lado de fora, a recomendação é que não tenham contato direto com o piso gelado.

“Há várias maneiras de deixar as casinhas dos pets quentinhas e as opções vão desde usar aquele cobertor em desuso até forrar o local com material emborrachado. Jornais, carpetes, tatames e estrados de madeiras também ajudam bastante”, recomenda Luana.

Água
Como a umidade do ar fica muito baixa em algumas regiões, somente a troca de água (que deve estar sempre fresca) não é suficiente. Nesses casos, de acordo com Karina, a recomendação é colocar umidificadores de ar no ambiente e toalhas úmidas nas janelas, a fim de melhorar a qualidade do ar.

Roupas
Elas ajudam a manter os animais quentinhos, porém, é preciso cuidado na hora de escolhê-las. “O ideal é que os tecidos esquentem pets que ficam em áreas externas, os de pelagem curta e as raças menores e mais propensas ao frio. Já os animais que têm pelo denso e vivem dentro de casa, geralmente, não necessitam ser vestidos”, explica Luana. Vale lembrar que alguns pets não se adaptam com roupas de lã ou sintéticas. Nesses casos, é possível experimentar o algodão ou o soft, que causam menos irritação na pele. É preciso que o dono analise seu cão e escolha o tipo de roupa que lhe deixe mais confortável.

Alimentação
“São raros os casos em que o médico-veterinário indica aumentar, no inverno, a quantidade da alimentação”, explica Karina, que complementa: "A recomendação é fracionar mais as refeições de um modo que o pet não fique muito tempo com o estômago vazio”.

Banho
O ideal é que os banhos sejam mantidos também no inverno, porém, com alguns cuidados extras. “Sempre utilizando água morna, secando bem o animal e evitando que ele tenha contato com a rua até, no mínimo, 30 minutos depois. O local da higienização também deve ser protegido do frio e sem correntes de ar”, recomenda Karina.

Exercícios
Luana diz que, para auxiliar no bem-estar do animal, algumas brincadeiras podem ajudar a manter o corpo dele aquecido. “Estimular o pet a fazer exercícios físicos é essencial até para evitar que ele ganhe peso nos períodos de baixas temperaturas, visto que muitos animais costumam comer mais nesses períodos. Vale lembrar que a gordura em excesso pode causar doenças cardiovasculares, no fígado e na coluna”.

Passeios
Ao contrário do que ocorre nos dias de verão, o ideal é que os passeios – sempre rotineiros – ocorram nos horários mais quentes. “No inverno, o horário do meio-dia é aceitável. Saídas de manhã cedo ou depois das 18 horas podem fazer o animal se resfriar, por exemplo”, sugere a veterinária da Nutrire.

Saúde
Manter o animal aquecido é uma das formas de deixá-lo saudável. Além disso, Luana recomenda que as visitas ao veterinário sejam seguidas rigorosamente. Afinal, manter o animal bem o ano todo é imprescindível para que ele esteja forte para enfrentar o inverno.

“A melhor forma de prevenção de algumas doenças do frio ainda é a vacinação, o que também torna fundamental o acompanhamento médico em todas as fases da vida do pet”, finaliza Luana.

Fonte: A Tribuna